A prova de Estatística estava chegando e Carlos sentia que estudar sozinho não estava rendendo. Ele se distraía fácil, perdia tempo em dúvidas simples e não tinha com quem discutir os exercícios.
Ele pensou em formar um grupo de estudos. Mas não conhecia bem a turma. Quem poderia organizar? O monitor, claro. Ele conhecia todo mundo e tinha a confiança da turma.
Depois da aula de monitoria, Carlos foi falar com o André.
— André, você toparia organizar um grupo de estudos pra prova de Estatística?
— Como você pensou?
— Acho que a galera precisa. A matéria é pesada, e estudar sozinho não tá dando conta. Se você pudesse dar uma orientação inicial e a gente se encontrar uma ou duas vezes antes da prova.
— Posso sim. Mas grupo de estudo funciona melhor quando os alunos se comprometem. Se for grupo grande, dispersa. Se for pequeno, pode ficar restrito.
— O que você sugere?
— No máximo seis pessoas. Cada um traz uma lista de dúvidas. Eu começo revisando os conceitos principais e depois a gente resolve exercícios juntos.
— E onde a gente se encontra?
— Pode ser aqui na sala de monitoria mesmo. Segunda e quarta, das dezoito às dezenove.
— Perfeito. Posso divulgar no grupo da turma?
— Pode. Pede pra quem tiver interesse confirmar até sexta.
Carlos divulgou. Cinco pessoas confirmaram. Na segunda-feira, eles se encontraram na sala de monitoria. André fez uma revisão dos tópicos mais críticos: testes de hipótese, intervalo de confiança, correlação.
— Alguém tem dúvida específica?
Carlos levantou a mão.
— Teste t para amostras independentes. Eu não sei quando usar.
— Boa. Vamos ver um exemplo.
André resolveu o exercício na lousa, explicando cada etapa. Depois, cada aluno resolveu um exercício diferente. No final, todos saíram mais confiantes.
Na prova, Carlos foi bem. O grupo de estudos continuou se encontrando até o fim do semestre.
*Continua em: 598 — Como falar com monitor sobre dificuldade na disciplina?*