A aula de laboratório de Química Orgânica era prática. Mas o relatório que o professor pediu envolvia análise de resultados que Carlos não sabia interpretar. Ele tinha os dados, os gráficos, mas não conseguia extrair conclusões coerentes.
O monitor do laboratório era a Fernanda, aluna de mestrado. Ela ficava na bancada do fundo durante as aulas práticas.
Na semana seguinte, Carlos chegou mais cedo e foi direto falar com ela.
— Fernanda, você pode me ajudar com a interpretação dos resultados do relatório?
— Claro. Me mostra.
Carlos abriu o relatório no notebook.
— Eu fiz a titulação, coletei os volumes, calculei as concentrações. Mas na hora de discutir os resultados, eu não sei se os valores estão dentro do esperado.
Fernanda olhou os dados.
— Qual era a concentração teórica esperada?
— Zero vírgula um molar.
— E você encontrou quanto?
— Zero vírgula zero oito.
— Então seu erro experimental foi de vinte por cento. Isso é aceitável, considerando que a titulação foi manual. Mas você precisa discutir as fontes de erro.
— Quais seriam?
— Possível contaminação do titulante, erro de leitura da bureta, temperatura da solução. Você menciona cada uma e avalia o impacto no resultado final.
— E se o erro tivesse sido maior?
— Aí você precisaria refazer o experimento. Mas vinte por cento está dentro da margem para um laboratório didático.
Carlos anotou as observações. Refez a discussão dos resultados, incluindo as fontes de erro. O relatório ficou mais completo. O professor elogiou a profundidade da análise.
*Continua em: 596 — Como pedir ao monitor para explicar tópico complexo?*