Carlos estava na aula de Contabilidade Gerencial e o professor explicava Demonstração do Fluxo de Caixa. Ele entendia a teoria, mas na hora de montar o DFC no exercício, travava. O método indireto, as variações patrimoniais, ajustes — parecia um labirinto.
Ele sabia que a disciplina tinha monitoria. O monitor se chamava André, um aluno do sexto semestre, conhecido por explicar bem.
Depois da aula, Carlos foi até a sala de monitoria.
— André, você pode me ajudar com uma dúvida?
— Claro. Qual é a matéria?
— DFC. Eu entendi a teoria, mas no exercício eu não consigo passar do primeiro ajuste.
André abriu o caderno.
— Então vamos fazer juntos. Me mostra onde você travou.
Carlos colocou o exercício na mesa.
— Aqui. Eu calculo o lucro líquido, somo depreciação, ajusto variação de contas a receber. Aí eu empaco.
— Você está no caminho certo. O problema é que você está pulando uma etapa. Olha: depois de ajustar contas a receber, você precisa ajustar também os fornecedores e o estoque.
— Ah. Então não é só contas a receber?
— Não. O DFC pelo método indireto parte do lucro líquido e ajusta todas as variações patrimoniais que afetam o caixa. São três grandes grupos: ativo circulante, passivo circulante e itens não caixa.
— E como eu lembro disso na hora da prova?
— Decora o raciocínio, não as contas. Pergunta pra você: essa variação aumentou ou diminuiu o caixa? Se aumentou, soma. Se diminuiu, subtrai.
Carlos fez mais três exercícios com o monitor. No terceiro, já estava fazendo sozinho.
— Valeu, André. Você explica melhor que o livro.
— Faz parte. Qualquer coisa, volta aqui.
Carlos foi para a prova com mais segurança. Acertou a questão de DFC inteira.
*Continua em: 595 — Como falar com monitor sobre dúvida de laboratório?*