Carlos acordou com uma febre de trinta e oito graus. O corpo doía, a garganta estava inflamada. E ele tinha um seminário para apresentar às dez da manhã. O trabalho estava pronto, os slides prontos. Mas ele não conseguia sair da cama.
Faltavam duas horas. Ele pegou o celular e ligou para o Rafael, o colega mais próximo do grupo.
— Rafael, cara, eu tô péssimo. Acordei com febre. Não vou conseguir apresentar o seminário hoje.
— Nossa, sinto muito. O que você quer fazer?
— Será que você consegue apresentar no meu lugar? Os slides estão prontos, o roteiro também. É só seguir.
— Qual é o tema mesmo?
— Análise de Fluxo de Caixa. É a terceira parte da apresentação. A que eu ia apresentar começa no slide doze e vai até o vinte e quatro.
— Deixa eu ver se entendi o conteúdo. Manda o arquivo.
Carlos enviou os slides por WhatsApp. Rafael leu rapidamente.
— Entendi. É tranquilo. Mas preciso avisar o professor que você não vai estar presente?
— Pode falar que eu passei mal e que você vai cobrir a minha parte. Depois eu justifico com atestado.
— Combinado.
Carlos desligou e foi descansar. No dia seguinte, Rafael contou como foi.
— Deu tudo certo. O professor perguntou onde você estava, eu expliquei. Ele disse pra você levar atestado. E a apresentação fluiu bem. A turma participou, teve discussão no final.
— Valeu, Rafael. Você me salvou.
— Imagina. Na próxima sou eu que peço ajuda.
Carlos levou o atestado no dia seguinte. O professor aceitou a justificativa e manteve a nota do seminário.
*Continua em: 594 — Como pedir ao monitor para tirar dúvida de matéria?*