Carlos precisava usar o espectrofotômetro do laboratório de química para a parte experimental da pesquisa. Mas o equipamento estava desregulado. As leituras variavam a cada medição, os resultados eram inconsistentes. Ele passou uma tarde inteira tentando calibrar, sem sucesso.
O prazo apertava. Se não conseguisse os dados, o experimento inteiro ia por água abaixo.
Ele foi falar com o orientador.
— Orientador, tem um problema com o equipamento do laboratório. O espectrofotômetro não está calibrando direito. Passei a tarde tentando ajustar, mas as leituras estão inconsistentes.
— Você já falou com o técnico do laboratório?
— Ainda não. Vim falar com o senhor primeiro.
— Certo. Vamos ver. -- O orientador pegou o telefone. — Vou ligar pro técnico agora.
O orientador fez a ligação. Explicou a situação e pediu para o técnico atender Carlos.
— O técnico vai te atender ainda hoje. Mostra pra ele o equipamento, explica o que aconteceu.
— E se não tiver conserto?
— Aí a gente pensa em alternativas. Tem outro laboratório na universidade que tem o mesmo equipamento. Ou a gente pode terceirizar a análise em um laboratório particular. Mas vamos primeiro tentar o conserto.
Carlos foi ao laboratório com o técnico. O técnico examinou o equipamento, fez alguns ajustes.
— O problema é no sensor. Está desgastado. Mas ainda dá pra usar se você fizer uma calibração manual antes de cada bateria de medições. Só vai precisar de mais tempo.
— Quanto mais tempo?
— Umas duas horas por sessão.
Carlos reorganizou o cronograma. Passou a chegar no laboratório mais cedo para calibrar o equipamento antes das medições. As leituras voltaram a ser consistentes. O experimento foi concluído dentro do prazo, com dados confiáveis.
*Continua em: 593 — Como pedir ao colega para apresentar seminário no seu lugar?*