Carlos estava revisando o referencial teórico do TCC quando encontrou algo estranho. Um dos artigos que ele citava tinha um parágrafo quase idêntico ao de outro autor, sem a devida referência. Ele verificou duas, três vezes. Não havia dúvida: era plágio.
O artigo era de um pesquisador conhecido na área. Carlos ficou inseguro. Será que ele deveria denunciar? Será que era melhor simplesmente não citar aquele artigo e pronto?
Ele foi conversar com o orientador.
— Orientador, preciso mostrar uma coisa.
— Pode mostrar.
Carlos abriu o notebook e colocou os dois textos lado a lado.
— Esse artigo que eu estava usando como referência tem um trecho copiado de outro autor. Sem aspas, sem citação. É plágio, né?
O orientador franziu a testa. Leu os dois parágrafos com atenção.
— Você tem razão. É cópia literal sem atribuição.
— O que eu faço? Denuncio? Paro de usar?
— Calma. Primeiro: você não precisa denunciar nada. Não é sua responsabilidade. Mas você precisa tomar uma decisão ética sobre o seu trabalho.
— Qual?
— Você pode manter a citação, desde que faça a referência correta ao autor original. O artigo problemático você pode citar como fonte secundária, mas sempre dando crédito a quem escreveu primeiro. Ou pode simplesmente excluir esse artigo e buscar fontes mais confiáveis.
— E se eu mantiver só com a referência original?
— É a atitude mais correta. Você não está plagiando, está corrigindo uma falha. Mas eu sugiro que você evite usar esse artigo como base. Tem material melhor e mais ético disponível.
— Vou trocar as referências. Prefiro não arriscar.
— Boa decisão. E me mande a versão atualizada pra eu dar uma olhada.
Carlos substituiu o artigo problemático por três fontes confiáveis que o próprio orientador recomendou. O referencial teórico ficou mais robusto do que antes.
*Continua em: 588 — Como pedir ao orientador para ser coautor de artigo?*