Carlos participou de um projeto de extensão universitária durante três meses. Era um mutirão de orientação jurídica pra comunidade carente. Ele atendia pessoas, tirava dúvidas, orientava sobre documentação. Gostou tanto que colocou no currículo. Mas quando uma vaga de estágio pediu comprovante, ele percebeu que não tinha nenhum documento oficial.
Ele foi até o professor responsável pelo projeto.
— Professor, participei do projeto de extensão do semestre passado e preciso de uma declaração pra comprovar. Como faço pra solicitar?
— Você tem quantas horas de participação?
— Foram três meses, duas tardes por semana. Umas noventa horas.
— Certo. Eu vou emitir a declaração com a carga horária total, o período e a descrição das atividades. Depois de pronta, passo pela coordenação pra carimbar.
— Quanto tempo demora?
— Até o fim da semana. Me manda um e-mail com seu nome completo, CPF, qual projeto e o período pra eu formalizar.
Carlos mandou o e-mail na mesma hora. Na sexta, o professor chamou ele na sala.
— Pronto. Aqui está.
Carlos pegou o papel. Era uma declaração formal, com logotipo da faculdade, carimbo e assinatura.
— Com isso você comprova horas complementares também. Vale como atividade extracurricular.
— Não sabia. Valeu, professor.
Carlos guardou a declaração na pasta de documentos importantes. Já tinha usado antes de perceber.
*Continua em: 580 — Como falar com orientador sobre bloqueio na escrita?*