Carlos passou na prova de Processo Civil. Olhou o boletim: oito e meio. Uma das melhores notas da sala. E sabia que não teria conseguido sem a Jéssica, que tinha emprestado o caderno e ainda explicou dois tópicos que ele não tinha entendido.
Ele não queria pagar com um simples "valeu" no corredor. Ajuda de verdade merecia reconhecimento de verdade.
Depois da aula, ele parou a Jéssica no pátio.
— Jéssica, queria te agradecer de verdade. Passei na prova e foi muito por causa da sua ajuda. Você me emprestou o caderno, explicou a matéria. Não foi pouca coisa.
Jéssica sorriu.
— Imagina. A gente se ajuda.
— Não, sério. Quer que eu pague um lanche? Ou se precisar de ajuda em alguma matéria que eu tenho mais facilidade, pode contar comigo.
— Que isso, Carlos. Mas se forçar, aceito um café.
— Combinado.
Eles foram tomar café juntos. Carlos pagou. Conversaram sobre a prova, sobre as próximas matérias. No fim, Jéssica disse:
— Olha, se quiser, a gente pode formar um grupo de estudo fixo. Você é esforçado. Junto a gente vai melhor.
Carlos aceitou na hora.
*Continua em: 565 — Como se oferecer para ajudar colega com dificuldade?*