O trabalho em grupo de Gestão de Pessoas valia quarenta por cento da nota final. O grupo era de cinco pessoas. Carlos, a Luísa, o Rafael, a Juliana e o Pedro. Todo mundo parecia comprometido até a hora de dividir as tarefas.
No grupo do WhatsApp, Carlos mandou:
— Pessoal, a gente precisa organizar a divisão do trabalho. O professor falou que a estrutura tem introdução, referencial teórico, análise prática e conclusão. Como a gente divide?
Ninguém respondeu no primeiro dia.
No segundo dia, Rafael respondeu: "façam qualquer coisa e me mandam que eu reviso."
Juliana respondeu: "posso fazer a introdução."
Pedro: "fico com a conclusão, é a parte mais fácil."
Sobrou referencial teórico e análise prática pra Carlos e Luísa.
Carlos não achou justo. Chamou o grupo pra conversar pessoalmente depois da aula.
— Gente, a divisão ficou desbalanceada. Rafael vai só revisar? E Pedro vai fazer a conclusão em cinco minutos? Todo mundo precisa contribuir igual.
Rafael desconversou.
— É que eu sou bom em revisão. Deixo o texto redondo.
— Revisão é importante, mas não é a mesma carga que escrever vinte páginas. Que tal a gente dividir em partes iguais? Cada um fica com uma seção e um é responsável pela revisão no final.
— E quem revisa?
— A gente reveza. Cada entrega parcial, um revisa. Na entrega final, todos revisam juntos.
O grupo aceitou. A divisão ficou: Carlos (referencial teórico), Luísa (análise prática), Juliana (introdução), Rafael (metodologia) e Pedro (conclusão). A revisão final foi coletiva. O trabalho saiu equilibrado e ninguém sobrecarregou.
*Continua em: 559 — Como lidar com colega que não contribui no trabalho em grupo?*