Carlos terminou o relatório de estágio obrigatório. Vinte e cinco páginas descrevendo as atividades, os aprendizados, a conexão com a teoria. Revisou duas vezes, arrumou a formatação, conferiu as referências. Mas antes de entregar oficialmente, queria que o coordenador validasse.
— Coordenador, terminei o relatório de estágio. O senhor pode dar uma olhada antes da entrega final?
— Pode deixar. Me envia por e-mail que eu vejo até amanhã.
No dia seguinte, o coordenador chamou Carlos na sala.
— Li seu relatório. A estrutura está boa, mas tem três pontos que precisam de ajuste.
— Quais?
— Primeiro: você descreve as atividades, mas não analisa. Falta a parte crítica. O que você aprendeu? O que poderia ser diferente? Segundo: a conexão com a teoria está superficial. Você cita autores, mas não aprofunda. Terceiro: faltam indicadores. Você diz que "melhorou a eficiência das rotas". Com base em quê? Número, dado, comparação.
Carlos anotou.
— Dá pra corrigir até o prazo?
— Se você focar, sim. Prioriza a análise. Os dados você já tem. É só estruturar.
Carlos passou o fim de semana refazendo as partes indicadas. Na segunda-feira, entregou a versão final. O coordenador validou.
— Agora sim. Pode entregar oficialmente.
No fim do semestre, o relatório foi aprovado com nota máxima. Carlos terminou o estágio com a sensação de que tinha aprendido tanto na empresa quanto na hora de escrever sobre o que aprendeu.
*Continua em: 556 — Como solicitar ao professor declaração de horas complementares?*