Carlos começou o estágio obrigatório numa empresa de logística. No primeiro dia, o supervisor da faculdade — o professor responsável por acompanhar o estágio — mandou um e-mail marcando uma reunião inicial. Carlos não sabia o que esperar.
Na sala do professor, ele sentou na ponta da cadeira.
— Carlos, prazer. Me conta: onde você tá estagiando?
— Numa transportadora. É uma empresa média, uns cinquenta funcionários. Trabalho no setor de frota.
— E o que você faz no dia a dia?
— Acompanho as rotas, confiro as entregas, ajudo no relatório de desempenho dos motoristas.
O professor anotou.
— Parece bom. Mas você precisa conectar o estágio com a teoria do curso. O que você aprendeu na faculdade que se aplica ao que você faz?
Carlos pensou.
— Logística de distribuição. A gente viu na matéria de Cadeia de Suprimentos. E gestão de frota tem a ver com o que estudamos em Administração de Operações.
— Perfeito. Seu relatório de estágio precisa mostrar essa conexão. Não é só descrever o que você faz. É analisar. Entende a diferença?
— Entendo. Em vez de falar 'eu confiro as entregas', eu falo 'faço conferência de entregas com base nos indicadores de desempenho estudados na disciplina de Cadeia de Suprimentos'.
— Isso. Você já captou a lógica. Vou passar pra você o modelo de relatório e o cronograma de entregas. Qualquer dúvida, me procure antes do prazo, não depois.
Carlos saiu da sala com as orientações claras. Pela primeira vez, sentiu que o estágio não era só um trampo — era parte da formação.
*Continua em: 552 — Como pedir ao supervisor de estágio mais responsabilidades?*