O cronograma do TCC era um documento que Carlos tinha feito no início do semestre e nunca mais olhou. Guardado numa pasta, com datas que ele já não lembrava se estavam certas.
Faltando um mês pra entrega final, ele começou a sentir o desespero. Cada capítulo parecia atrasado. Ele não sabia mais se estava no ritmo certo ou se já tinha perdido prazos importantes.
— Orientador, eu queria confirmar os prazos do cronograma. Fiz aquele plano no começo, mas não sei se ainda tô dentro do esperado.
O orientador pegou o cronograma que Carlos tinha entregado.
— Você previu entregar o capítulo dois até semana passada. Entregou?
— Não. Ainda tô no capítulo dois.
— Então você está atrasado. Mas ainda dá pra recuperar se reorganizar.
— O que o senhor sugere?
— Vamos refazer o cronograma juntos. Prazo realista, não otimista. Quantas páginas você escreve por dia?
Carlos calculou.
— Se tiver concentrado, umas três páginas.
— Então considere duas pra ter margem de segurança. O capítulo dois tem vinte páginas. São dez dias de escrita. Depois disso, mais uma semana de revisão. O capítulo três é menor. Com ajuste, você entrega no prazo.
Carlos anotou o novo cronograma.
— E se surgir imprevisto?
— Me avise antes do prazo estourar, não depois. Imprevisto todo mundo tem. O problema é esconder.
Carlos colou o cronograma na parede acima da mesa. A partir daquele dia, riscou cada etapa concluída. Ver o progresso visual acalmava a ansiedade.
*Continua em: 546 — Como comunicar ao orientador que está com dificuldade no TCC?*