Carlos terminou a leitura obrigatória de Antropologia e sentiu que não era suficiente. O livro-texto abordava o tema de forma muito geral. Ele queria se aprofundar em rituais de passagem em culturas indígenas, mas a bibliografia básica não cobria isso.
No intervalo, ele foi conversar com o professor.
— Professor, eu li o capítulo sobre rituais de passagem, mas senti que o livro é muito introdutório. Tem algum material complementar que o senhor recomenda?
O professor tirou os óculos de leitura.
— Você leu o capítulo inteiro?
— Li. Até fiz anotações.
— E o que mais te interessou?
— A parte sobre como os rituais funcionam como marcadores sociais. Mas o livro só menciona de passagem. Queria entender melhor.
O professor abriu a gaveta e tirou uma pasta. Folheou até achar um artigo.
— Isso aqui é um artigo que eu publiquei sobre o tema. Não é leitura obrigatória, mas se você quiser se aprofundar, é um bom começo. E aqui tem uma lista de autores que eu recomendo pra quem quer ir além da ementa.
— Sério? Muito obrigado.
— Uma coisa, Carlos. Nunca tenha vergonha de pedir material extra. Aluno que busca além do mínimo é aluno que aprende de verdade. Se todo mundo fizesse isso, o nível da turma seria outro.
Carlos saiu de lá com o artigo e a lista. Leu tudo na semana seguinte. Na prova, quando caiu uma questão específica sobre rituais de passagem, ele foi o único da turma que conseguiu desenvolver uma resposta completa.
*Continua em: 531 — Como solicitar ao coordenador troca de turma?*