Carlos acordou no sábado de manhã com a sensação de que tinha esquecido alguma coisa. Quando olhou o celular, viu a mensagem no grupo da faculdade: "Pessoal, lembrando que o trabalho de Filosofia entrega hoje, meia-noite."
O coração dele disparou. O trabalho. O trabalho que ele ia terminar na sexta e não terminou porque teve que viajar pra casa da mãe.
Eram onze da manhã. Faltavam treze horas. E ele tinha zero linhas escritas.
Passou o dia inteiro escrevendo. Quando deu meia-noite, ele ainda estava no meio da conclusão. Terminou uma e meia da manhã. Mas o prazo tinha passado.
Segunda-feira, ele foi falar com o professor antes da aula começar.
— Professor, queria falar sobre o trabalho de Filosofia.
— Diga.
— Eu não consegui entregar no prazo. Tive um imprevisto no fim de semana. Terminei o trabalho, mas ficou pra depois da meia-noite. Gostaria de saber se o senhor ainda aceita.
O professor cruzou os braços.
— Você terminou?
— Terminei.
— Me mostra.
Carlos abriu o notebook e mostrou o trabalho. O professor leu a introdução, passou os olhos pelo desenvolvimento.
— O conteúdo está bom. Olha, Carlos, eu geralmente não aceito trabalho fora do prazo. Mas você veio falar comigo, não se escondeu. E terminou o trabalho, não veio com conversa. Então vou aceitar, com desconto de dois pontos na nota. Sempre é melhor entregar atrasado do que não entregar.
Carlos respirou aliviado.
— Muito obrigado, professor. Não vai se repetir.
Ele aprendeu a lição: imprevistos acontecem, mas é muito melhor avisar e negociar do que sumir.
*Continua em: 526 — Como agradecer professor por aula inspiradora?*