Carlos estava se candidatando a uma vaga de mestrado. O edital pedia duas cartas de recomendação. Uma podia ser do chefe. A outra precisava ser de um professor.
Ele escolheu o professor de Economia. Tinha ido bem na disciplina, participava das aulas, o professor conhecia o nome dele. Mas nunca tinha pedido uma carta assim.
Depois da aula, ele se aproximou da mesa.
— Professor, bom dia. Tudo bem?
— Tudo, Carlos. Diga.
— Eu tô me candidatando a uma vaga de mestrado e preciso de uma carta de recomendação. O senhor seria a pessoa ideal. A gente teve uma boa relação na disciplina de Economia e eu admiro muito sua forma de ensinar.
O professor sorriu.
— Fico feliz que você tenha pensado em mim. Mas me conta: pra que programa é? Quando que precisa ficar pronta?
— É pro mestrado em Economia Aplicada. O prazo é daqui a três semanas.
— Ótimo. Me manda um e-mail com as informações: teu currículo, o programa, os prazos e o que você quer que eu destaque. Aí eu preparo a carta com calma.
— Perfeito.
— E uma dica — o professor completou. — Quando for pedir carta de recomendação, pede com tempo. Ninguém gosta de escrever carta na véspera. E escolhe alguém que realmente te conhece, não o professor que te deu a maior nota.
Carlos agradeceu e enviou o e-mail no mesmo dia. O professor respondeu confirmando. A carta saiu dentro do prazo.
*Continua em: 524 — Como perguntar ao professor sobre iniciação científica?*