Carlos conferiu a nota três vezes. Não tinha erro. A prova tinha sido na disciplina de Estatística, e ele tinha estudado feito um condenado. Sete e meio. Uma das piores notas da sala.
Ele fechou o sistema e olhou pro teto. Ficou ali uns minutos pensando se valia a pena correr atrás. Sempre ouvia que professor não gosta de aluno que questiona nota.
Mas o colega do lado disse:
— Vai lá, ué. Pior que não ficar. Mas não vai chegar falando que o professor errou. Pergunta como pedir revisão.
Carlos respirou fundo e foi até a sala do professor de Estatística. Bateu na porta. O professor estava corrigindo provas, os papéis espalhados na mesa.
— Professor, tem um minuto?
O professor tirou os óculos e apoiou na mesa.
— Claro, diga.
— Eu queria... ver a possibilidade de pedir uma revisão da minha prova. Tirei sete e meio e não era o que eu esperava. Estudei bastante e queria entender se houve algum erro na correção.
O professor acenou com a cabeça, pegou a prova dele no meio da pilha.
— Você tem todo direito de pedir revisão. Mas a gente não faz agora, no corredor. Me traz a prova amanhã na minha sala, no horário de atendimento. A gente olha juntos questão por questão.
— Combinado.
O professor continuou:
— E uma coisa: revisão não é segunda chance. É verificar se a correção foi justa. Se tiver erro, a gente corrige. Se não tiver, a nota fica. Tudo bem?
— Tudo bem.
Carlos saiu de lá aliviado. No dia seguinte, foi no horário de atendimento com a prova. O professor explicou cada questão. Uma delas tinha sido mal interpretada na correção. Subiu meio ponto. Oito. Não era a nota dos sonhos, mas era justa.
*Continua em: 522 — Como solicitar ao professor prorrogação de prazo para trabalho?*