Carlos estava nos seus 35 anos. Longe da aposentadoria, mas não tão longe assim. Tinha começado a guardar dinheiro por conta própria, mas sabia que a previdência da empresa podia fazer diferença no futuro.
Ele não entendia bem como funcionava o plano de previdência complementar. Se a empresa contribuía, se ele precisava aportar um valor mínimo, se podia sacar em caso de emergência.
Mandou um e-mail para o RH:
"Olá, gostaria de entender melhor sobre o plano de previdência complementar oferecido pela empresa. Tenho interesse em aderir, mas antes quero saber como funciona a contribuição, o benefício fiscal e se há carência para resgate."
A analista respondeu com um link e um resumo:
"Carlos, temos um plano de previdência privada com contribuição variável. A empresa iguala até 50% do que você deposita, limitado a 2% do salário. Segue a cartilha completa e o contato da corretora que administra os planos. Eles oferecem uma consultoria gratuita."
Carlos agendou a consultoria. Descobriu que podia deduzir as contribuições na declaração de IR. E que o plano portava para outra instituição se ele mudasse de emprego.
— Se eu tivesse deixado pra pensar nisso aos 50 — ele disse pro Carlos no café —, teria perdido anos de contribuição com o benefício da empresa.
*Continua em: 467 — Como falar com RH sobre participação em congressos?*