Carlos recebeu a mensagem: "O termo de rescisão está pronto. Pode passar no RH para assinar."
Ele foi no horário do almoço. A analista entregou uma pilha de papéis.
— Dá uma lida antes de assinar — ela disse.
Carlos sentou na sala de reunião. Leu cada cláusula. Valores, prazos, quitação. Alguns termos jurídicos ele não conhecia.
— Posso tirar uma foto? — perguntou.
— Pode.
Ele fotografou cada página. Mandou pro grupo da faculdade de direito. Um colega explicou:
"Essa cláusula de quitação geral é padrão. Mas você pode pedir pra incluir uma ressalva se achar que algum valor está pendente."
Carlos voltou na analista:
— Eu gostaria de incluir uma ressalva sobre as horas extras que fiz no mês passado. Ainda não foram pagas.
A analista consultou o sistema.
— Verdade. Vou ajustar. A rescisão sai com a ressalva.
Carlos assinou depois do ajuste. Leu de novo. Assinou com caneta preta. Datou. Entregou.
Pedir o termo era fácil. O difícil era ler antes de assinar. Mas ele tinha aprendido: caneta na mão não pode ser mais rápida que o olho.
*Continua em: 448 — Como solicitar ao RH homologação da rescisão?*