Carlos já sabia que o aviso prévio podia ser negociado. Mas como fazer isso sem parecer que queria fugir da responsabilidade?
Ele chamou a analista de RH no chat:
— Posso conversar sobre as opções de cumprimento do aviso?
— Claro. Vamos ver o que faz sentido.
Carlos explicou: queria sair da empresa de forma organizada, mas já tinha uma oportunidade começando em vinte dias. Precisava de um meio-termo.
A analista propôs:
— Você pode cumprir quinze dias trabalhados e a empresa dispensa os outros quinze. Isso reduz o tempo aqui e você recebe os dias não trabalhados.
— E o pagamento?
— Os dias trabalhados são pagos normal. Os dispensados entram como verba rescisória.
Carlos calculou. Era justo. Ele aceitou.
Na semana seguinte, ele organizou toda a documentação do seu setor. Gravou vídeos curtos explicando os processos. Deixou tudo pronto pra quem viesse depois.
No último dia, o gestor agradeceu.
— Você sai pela porta da frente — disse.
Carlos entendeu que negociar não era fraqueza. Era inteligência. Desde que viesse com proposta, não com exigência.
*Continua em: 444 — Como pedir ao RH guia do FGTS?*