Depois de comunicar o desligamento, Carlos precisava entender o aviso prévio. Tinha ouvido histórias de gente que precisou cumprir trinta dias trabalhando num clima horrível.
Ele mandou um e-mail pra analista de RH:
"Oi, gostaria de entender melhor como funciona o aviso prévio na empresa. Preciso cumprir trabalhando ou posso negociar?"
A analista respondeu no mesmo dia:
"O aviso prévio padrão é de 30 dias corridos. Você pode cumprir trabalhando ou ser dispensado do cumprimento. Nesse caso, a empresa paga o valor correspondente. Vamos conversar com seu gestor pra definir."
Carlos leu duas vezes. Podia negociar. Não precisava sofrer.
Ele marcou uma conversa com o gestor. Explicou a decisão e perguntou:
— Prefere que eu cumpra o aviso ou posso sair antes?
O gestor pensou.
— Se você puder passar os próximos dias documentando o que está em aberto, pra mim está ok.
Carlos voltou pro RH e alinhou. Iria trabalhar mais uma semana passando conhecimento. Depois, seria liberado.
Ele aprendeu que aviso prévio não era prisão. Era negociação. E negociação dependia de conversa.
*Continua em: 443 — Como negociar cumprimento de aviso prévio com RH?*