Carlos trabalhava num escritório que exigia traje social. Camisa, calça social, sapato. O problema é que o verão estava insuportável e o ar-condicionado do escritório mal funcionava.
Ele queria saber se podia usar roupas mais leves. Mas não queria parecer que estava desrespeitando a política.
Esperou o horário do café. A analista de RH estava na copa.
— Posso te perguntar uma coisa?
— Claro.
— A política de vestimenta permite alguma flexibilidade? Tô perguntando porque o calor aqui no verão tá pesado.
A analista riu.
— Todo mundo pergunta isso em janeiro. A política oficial é traje social. Mas a gente tem um acordo informal: em dias de calor extremo, pode usar camisa polo e calça de linho.
— E sapato?
— Social ainda. Mas sem meia é tolerado.
— Então eu posso vir de polo amanhã?
— Pode. Se alguém questionar, fala que eu autorizei.
Carlos voltou pra mesa satisfeito. Não precisava de uma mudança oficial. Só de uma orientação clara.
No dia seguinte, foi de polo. Ninguém questionou. O supervisor nem comentou.
Ele aprendeu que política de vestimenta às vezes era mais flexível do que parecia. E que perguntar diretamente era melhor que supor ou desrespeitar.
*Continua em: 440 — Como pedir ao RH doação de brindes para evento corporativo?*