Luísa estava grávida de seis meses. O casal já tinha começado a planejar os gastos: fraldas, enxoval, pediatra. Mas a creche era o que mais pesava no orçamento.
— A empresa não paga auxílio-creche? — Luísa perguntou.
— Não sei. Nunca perguntei.
— Então pergunta. Você trabalha lá há dois anos.
Carlos abriu o portal do RH. Leu a política de benefícios. Auxílio-creche não aparecia na lista. Mas ele sabia que alguns benefícios não estavam no portal.
Mandou um e-mail: "Oi, gostaria de saber se a empresa oferece auxílio-creche ou auxílio-babá para funcionários. Minha esposa está grávida e estamos nos planejando."
A analista respondeu: "Oferecemos sim, mas não é automático. O benefício cobre crianças de 0 a 5 anos, no valor de R$ 400,00 mensais. Você precisa solicitar com até 30 dias após o nascimento e apresentar certidão de nascimento e comprovante de matrícula."
— Existe — Carlos contou pra Luísa à noite. — Quatrocentos reais por mês.
— Isso ajuda muito.
— Mas tenho que solicitar até trinta dias depois do nascimento.
— Então não esquece. Põe no calendário.
Carlos colocou um lembrete no celular: "Pedir auxílio-creche no RH — documentos: certidão, matrícula."
Faltavam três meses. Mas ele já sabia o que fazer. Auxílio-creche não vinha sozinho. Vinha pra quem pedia no prazo.
*Continua em: 433 — Como perguntar ao RH sobre seguro de vida?*