Carlos estava no almoxarifado organizando caixas quando uma pilha caiu. Uma caixa acertou o ombro dele. Doeu na hora.
Ele sentou, esperou passar. Não passou. O ombro começou a inchar.
O colega ao lado viu:
— Você precisa registrar. Isso é acidente de trabalho.
— Mas foi uma caixa só. Vai passar.
— Não é você quem decide. É o médico. Vai no ambulatório.
Carlos foi. O médico do trabalho examinou, fez o relatório e disse: "Vou registrar como acidente de trabalho. Você precisa comunicar o RH hoje."
Carlos voltou pro setor e mandou um e-mail pro RH: "Oi, tive um acidente no almoxarifado agora há pouco. Uma pilha de caixas caiu e atingiu meu ombro direito. Já passei no ambulatório e o médico registrou o ocorrido. Segue o relatório anexado."
A analista respondeu na hora: "Recebemos. Vou abrir a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). Você precisa de algum encaminhamento agora?"
— Preciso ir no médico novamente amanhã pra reavaliar.
— Ok. Leva o relatório. Qualquer coisa, me avisa.
Carlos foi embora mais cedo. O ombro ainda doía. Mas ele tinha feito o que precisava: comunicou na hora, anexou o documento, registrou formalmente.
Luísa chegou em casa e viu ele gelado.
— O que aconteceu?
— Acidente no trabalho. Mas já comuniquei o RH.
— Fez certo. Acidente de trabalho não se esconde.
Carlos sabia que comunicar era um direito. E também uma proteção. Sem registro, não havia cobertura. Sem cobertura, ele pagava o tratamento.
*Continua em: 431 — Como solicitar ao RH afastamento por doença?*