Carlos tinha assinado o contrato de trabalho na pressa. Era o terceiro dia, a analista do RH estava com pressa, ele estava ansioso. Leu por cima, assinou, devolveu.
Duas semanas depois, ele acordou no meio da noite com uma dúvida: "Qual era a cláusula de aviso prévio mesmo?"
Tentou lembrar. Não conseguiu.
No dia seguinte, mandou um e-mail pro RH: "Oi, gostaria de solicitar uma cópia do meu contrato de trabalho para analisar em casa com calma. Assinei na correria e quero reler com atenção."
A analista respondeu: "Claro. Vou enviar a via digitalizada por e-mail."
Em uma hora, o PDF chegou. Ele abriu no computador. Leu cláusula por cláusula.
Salário: OK. Jornada: OK. Benefícios: OK. Período de experiência: 90 dias. Aviso prévio: proporcional ao tempo de casa.
— Achou alguma coisa estranha? — Luísa perguntou.
— Não. Tudo certo. Mas dormi melhor sabendo.
— Então valeu a pena.
Carlos salvou o contrato na nuvem e no computador. Aprendizado: contrato de trabalho não é pra ser assinado no corredor. E se foi, sempre dá tempo de pedir uma cópia e ler em casa.
*Continua em: 429 — Como falar com RH sobre conflitos com gestor sem parecer fofoqueiro?*