Carlos soube que a empresa estava abrindo uma filial em Campinas. A cidade era perto da família dele. Ele morava em São Paulo, mas a mãe estava em Jundiaí, no caminho.
A oportunidade parecia boa. Mas ele não sabia como funcionava transferência de filial. Se era simples ou se envolvia negociação.
Ele esperou o anúncio oficial e pediu uma reunião com o RH.
— Gostaria de entender como funciona o processo de transferência entre filiais — disse na reunião. — Tenho interesse em Campinas.
A analista abriu o sistema.
— A política permite transferência após um ano de casa. Você está com quanto tempo?
— Oito meses.
— Faltam quatro meses. Mas podemos iniciar o processo agora. Você precisa da autorização do gestor atual e do gestor de destino.
— E se um dos dois não autorizar?
— A transferência não acontece. Mas você pode tentar de novo no próximo ciclo.
Carlos saiu da reunião com um plano. Faltavam quatro meses para completar um ano. Tempo suficiente pra conversar com o gestor, conhecer o gestor de Campinas e preparar a transição.
Ele mandou um e-mail pro gestor: "Carlos, estou pensando em solicitar transferência pra Campinas quando completar um ano. Gostaria de conversar sobre isso."
Carlos respondeu: "Vamos conversar. Mas não quero perder você. Vê se Campinas realmente vale a pena."
Carlos sabia que transferência não era simples. Envolvia pessoas, prazos e autorizações. Mas se ele não perguntasse, nem começava.
*Continua em: 427 — Como solicitar ao RH reembolso de medicamentos?*