Carlos tinha começado na empresa há três dias e ainda estava perdido. Sabia onde era o banheiro e a copa, mas não sabia como funcionava o sistema de ponto, onde encontrar as políticas internas ou como solicitar acesso aos sistemas.
A integração tinha sido rápida. A analista do RH passou meia hora mostrando a apresentação, entregou o manual e disse: "Qualquer dúvida, é só chamar."
Carlos não quis chamar no primeiro dia. Parecia cedo demais. No segundo dia, ficou com vergonha. No terceiro, resolveu falar.
Mandou uma mensagem: "Oi, participei do onboarding na segunda, mas fiquei com algumas dúvidas sobre o sistema de ponto e os acessos aos sistemas. Tem como a gente marcar um quick review?"
A analista respondeu na hora: "Claro! Vou preparar um roteiro rápido com os pontos que mais geram dúvida. Que tal amanhã às 10h?"
No dia seguinte, ela apareceu na mesa dele com um print da tela de ponto e um passo a passo impresso.
— A galera costuma ter dúvida nessas três telas — ela disse. — Aqui é onde você registra, aqui onde consulta e aqui onde solicita correção.
Carlos anotou tudo. Em vinte minutos, já sabia operar o sistema.
— Obrigado. Desculpa não ter perguntado antes.
— Normal. Onboarding é informação demais em pouco tempo. A dúvida sempre vem depois.
Ele aprendeu que integração não acabava no primeiro dia. E que perguntar depois não era falha. Era parte do processo.
*Continua em: 426 — Como falar com RH sobre transferência de filial?*