Carlos olhou o contrato que o RH tinha enviado. Estava tudo escrito, mas uma linha chamou atenção: "Benefícios: conforme política interna." Política interna significava nada.
Ele abriu o e-mail. Escreveu três versões. A primeira parecia exigente demais. A segunda, passiva demais. A terceira era um meio-termo.
— Lê isso aqui — ele disse, virando o notebook pra Luísa.
Luísa leu em voz alta: "Prezados, gostaria de saber qual o valor do vale-refeição e se há desconto em folha. Obrigado."
— Direto e sem rodeios. Manda.
Carlos hesitou.
— E se acharem que é a única coisa que me importa?
— É informação que impacta sua decisão. Não é futilidade.
Ele clicou em enviar. A resposta veio no dia seguinte: "R$ 38,00 por dia trabalhado. Desconto de 5% na folha."
Carlos fez a conta mental. Dava uns 800 reais por mês. Não era pouco. E tinha conseguido a informação — sem drama, sem rodeio, sem parecer que era a única coisa que importava.
*Continua em: 402 — Como questionar RH sobre vale-transporte sem parecer exigente?*