A entrevista terminou às onze e meia. Carlos fechou o notebook e ficou olhando pro teto. Tinha ido bem. Não perfeito, mas bem.
— Manda um e-mail agora — Luísa disse, aparecendo na porta com o café da manhã.
— Agora? Parece apressado.
— Parece profissional. Quanto mais tempo passar, mais parecido com obrigação vai soar.
Carlos pegou o celular. Escreveu:
"Olá, [nome]. Obrigado pelo tempo hoje. Foi muito bom conhecer mais sobre a vaga e a equipe. Reforço meu interesse na oportunidade. Fico à disposição para qualquer dúvida. Abs, Carlos."
Leu em voz alta.
— Tá seco demais? — ele perguntou.
— Tá direto. É o que você quer.
Ele acrescentou uma linha sobre um ponto específico que discutiram: "Adorei saber que a equipe usa a metodologia que mencionei — acho que posso contribuir desde o início."
Mandou.
A recrutadora respondeu duas horas depois: "Obrigada, Carlos! Foi ótimo conversar. Assim que tivermos retorno, avisamos."
Não era uma resposta quente, mas também não era um vácuo. Carlos guardou o celular. Mensagem mandada, bola com eles.
*Continua em: 387 — Como fazer entrevista técnica com programador?*