Como lidar com silêncio do RH após entrevista?

Carlos

Passaram-se cinco dias. Depois sete. Depois dez.

Carlos olhava o celular a cada notificação. Cada vez que a tela acendia, ele esperava ver o nome da recrutadora. Era sempre grupo do zap, promoção de mercado, Toby latindo pro carteiro.

— Você vai enlouquecer assim — Luísa disse no jantar.

— Eu sei.

— Manda uma mensagem.

— E se for incômodo?

— E se você ficar esperando mais uma semana?

Carlos colocou o garfo no prato. Ela tinha razão.

No dia seguinte, ele escreveu uma mensagem curta pra recrutadora. Nada de pressão. Só um toque.

"Oi, tudo bem? Passando pra saber se saiu alguma atualização sobre o processo. Tô à disposição se precisar de mais alguma informação. Obrigado!"

Ela respondeu em duas horas.

"Oi Carlos! Ainda estamos finalizando as entrevistas. Sua participação foi muito boa. Até sexta a gente volta com retorno."

Carlos leu a resposta três vezes. Não era um sim, mas também não era um não. Era um "ainda estamos processando". Ele colocou o celular no bolso e voltou pro trabalho.

Não adiantava ficar olhando a tela. O recrutador não ia responder mais rápido porque ele estava ansioso. A única coisa que ele podia controlar era o que fazia enquanto esperava.

Ele abriu a planilha de vagas e começou a se candidatar pra mais duas posições. Esperar não era plano. Plano era continuar.

*Continua em: 368 — Como ser autêntico na entrevista sem ser informal demais?*