A avó dela passou mal — suspeita de AVC. Ela ligou para a CROSS (Central de Regulação do Samu) e a atendente fez mil perguntas enquanto a avó estava visivelmente piorando. Ela queria que eles mandassem uma ambulância logo.
Ela ficou irritada, mas depois entendeu que as perguntas são necessárias para classificar o risco. O erro foi não entender o protocolo de atendimento da CROSS.
Ela aprendeu que o jeito certo de falar com a CROSS em emergência é: a atendente vai seguir um protocolo de classificação de risco. Responda com calma e objetividade. Informe: idade do paciente, sintomas principais, hora de início, histórico relevante. Não omita informações — elas determinam se a ambulância vem com suporte avançado ou básico. A CROSS pode te dar instruções enquanto a ambulância não chega — siga todas. Mantenha a linha aberta. Não xingue nem pressione — a atendente está te ajudando a priorizar o socorro. A classificação de risco é baseada em protocolos internacionais. Uma ambulância para um caso menos grave pode atrasar o atendimento de alguém em parada cardíaca. Confie no processo.