O projeto de otimização de rotas finalmente tinha sido aprovado. Três meses de trabalho, horas extras, planilhas, reuniões com Carlos. Carlos entregou o relatório final na sexta de manhã. Carlos leu, aprovou e mandou um e-mail para a diretoria.
— Parabéns, Carlos. O projeto vai reduzir 15% no custo de combustível.
Carlos sorriu. Fechou o e-mail e olhou em volta. Todo mundo trabalhando. Ninguém sabia.
Foi até a mesa de Mariana.
— O projeto foi aprovado.
— Que ótimo! Vamos celebrar?
— Como?
— Chama o pessoal pro bar hoje. Cerveja e salgado. Não precisa ser nada caro.
Carlos hesitou. Parecia presunçoso. Mas pensou melhor e passou nas mesas.
— Pessoal, o projeto de rotas foi aprovado. Tô indo tomar uma depois do expediente no Bar do Zé. Quem quiser aparecer, a primeira rodada é minha.
— Vou sim — respondeu Priscila. — Merece comemorar.
Às dezenove horas, estavam oito pessoas numa mesa de buteco. Carlos pagou a primeira leva de chopp. Mariana fez um brinde.
— Ao Carlos, que carregou esse projeto nas costas.
— Foi todo mundo que ajudou — respondeu ele.
Celebrar não era esfregar na cara. Era dividir a vitória com quem esteve junto.
Continua em: 1839 — Como combinar com colegas de não aceitar horas extras?