O estouro veio numa segunda-feira. César acusou Carlos de ter passado por cima dele numa decisão de fornecedor. A verdade é que Carlos tinha pressa e pulou a aprovação de César.
— Você me tirou do processo — disse César, na frente da equipe.
— O prazo estava apertado. Não dava tempo.
— Então me avisa. Não faz escondido.
A equipe ficou em silêncio. Carlos sentiu o sangue subir. Quis rebater, mas segurou.
— Vamos resolver isso, mas não aqui — disse.
Marcaram uma reunião para a tarde. Na sala, os dois sentaram frente a frente.
— César, você tem razão. Devia ter te avisado antes. Não foi por mal, foi estupidez.
César relaxou o ombro.
— O que me irritou foi a falta de consideração. Não é sobre o fornecedor.
— Entendi. Como a gente evita isso de novo?
— Alinhamento semanal. Quinze minutos. Se um for pular o outro, avisa antes.
— Fechado.
Saíram da sala se falando normalmente. Carlos entendeu que resolver um conflito não era sobre ganhar a discussão. Era sobre ouvir o que estava por trás da briga.
Continua em: 1837 — Como fazer um plano B caso seja demitido?