Carlos estava no sofá, o notebook no colo, a tela dividida entre o site de uma pós-graduação e a calculadora de financiamento. Luísa entrou com uma xícara de chá e olhou por cima do ombro dele.
— MBA na FGV? Esse é caro, hein.
— Pois é. Mas se eu quiser crescer aqui dentro, mais cedo ou mais tarde vou precisar.
Luísa sentou ao lado. Carlos passou a mão na nuca.
— O problema não é o curso. É o tempo. Dois anos de aula, trabalhos, TCC. Fora o que custa.
— E a empresa? Será que eles bancam parte?
— Nunca perguntei.
— Então pergunta.
No dia seguinte, Carlos pediu uma conversa com Carlos. Bateu na porta da sala, os dedos suados.
— Carlos, tenho pensado em fazer um MBA. Queria saber se a empresa tem algum programa de incentivo.
Carlos ajustou os óculos.
— Temos. Depende do curso e do seu plano de desenvolvimento. Você já pensou em qual instituição?
— Ainda estou pesquisando.
— Traz uma proposta. Instituição, valor, duração, como você acha que isso agrega pra área. A gente avalia.
Carlos saiu de lá com uma lista de tarefas. Naquela noite, montou uma planilha. Comparou cinco faculdades, calculou o retorno, escreveu um parágrafo sobre como o conhecimento podia ajudar a transportadora.
Mostrou pra Luísa.
— Ficou bom — ela disse. — Direto ao ponto.
Ele enviou pra Carlos no dia seguinte. Agora era esperar.
Continua em: 1822 — Como aprender com um colega mais experiente?