Carlos tinha enviado a proposta para uma transportadora parceira. Negócio de R$ 15.000,00 mensais.
Uma semana. Nada.
Duas semanas. Silêncio.
Ele mandou um e-mail educado: "Sr. Paulo, tudo bem? Segue minha proposta para análise. Fico à disposição para esclarecer dúvidas."
Mais três dias. Nada.
Ligou. Caiu na secretária eletrônica.
— Será que perdeu o interesse? — ele se perguntou.
— Às vezes o contratante some — Mariana disse, no almoço. — Pode ser viagem, pode ser que esteja analisando outras propostas, pode ser que desistiu.
— O que faço?
— Manda uma mensagem no WhatsApp. Se não responder em dois dias, liga de novo. Se sumir de vez, segue em frente. Não fica insistindo até parecer desesperado.
Carlos mandou uma mensagem curta: "Bom dia, Sr. Paulo! Tudo bem? Segue o contato pra alinharmos a proposta. Abraço."
No dia seguinte, o contratante respondeu.
— Desculpe o sumiço. Estive em viagem. Vou analisar essa semana.
— Sem problema — Carlos respondeu.
Duas semanas de silêncio podiam significar mil coisas. Nem sempre era desinteresse. O segredo era não desistir na primeira tentativa, mas também não virar um perseguidor.
Continua em: 1818 — Como diversificar fontes de renda para não depender só do emprego?