Qual o jeito certo de lidar com contratante que trata como funcionário?

Luísa

Ela começou a prestar serviço como PJ para uma agência de marketing. No começo, tudo certo: ela tinha autonomia, escolhia seus horários. Mas com o tempo, começaram a tratar ela como funcionária: cobravam horário fixo das 9h às 18h, pediam que ela participasse de reuniões internas, usava uniforme da empresa. Ela aceitava porque precisava do dinheiro.

Até que num dia, o gerente deu uma advertência porque ela chegou "atrasada". Foi o estopim. Ela não era funcionária, mas estava sendo tratada como tal. Procurou um advogado trabalhista, que explicou que aquilo era um caso clássico de vínculo empregatício disfarçado. Mas ela não queria processar — queria resolver sem conflito.

O erro foi aceitar passivamente a descaracterização do contrato. Aprendeu que o jeito certo de lidar com contratante que trata como funcionário é: 1) releia seu contrato de prestação de serviços e veja o que foi acordado; 2) numa conversa profissional, alinhe os limites — "meu contrato prevê entrega por projeto, não dedicação exclusiva com horário fixo"; 3) documente as exigências que fogem ao contrato; 4) se não resolver, renegocie o contrato com cláusulas mais claras ou procure outro contratante. Ser PJ não é ser funcionário barato. Seu contrato define sua liberdade. Defenda-o.