Carlos finalizou uma série de ilustrações para um aplicativo de receitas. O cliente ficou satisfeito, mas na hora do contrato, uma cláusula chamou a atenção: "Cessão total e irrestrita dos direitos autorais."
— Peraí, se eu cedo tudo, não posso mais usar nem no portfólio? — pensou, franzindo a testa.
Ele não era advogado, mas já tinha ouvido histórias de colegas que perderam o direito de mostrar o próprio trabalho. Pegou o celular e pesquisou rápido: direitos autorais, cessão total vs. licença de uso.
Respirou e respondeu o cliente:
"Oi, tudo bem? Olhando o contrato, a cláusula de cessão total me deixa um pouco desconfortável. Proponho uma licença de uso comercial irrestrito para você, mas mantendo o direito de exibir o trabalho no meu portfólio e de usar as ilustrações para fins não comerciais. O que acha?"
O cliente pediu pra pensar. Dois dias depois, voltou com uma contraproposta: licença total mediante acréscimo de 20% no valor.
Carlos calculou rápido. Valia a pena. Aceitou.
— Agora sim — disse, assinando o contrato atualizado. — Meu trabalho continua sendo meu, mesmo depois de entregue.
*Fim da cena — Contratar freelancers*