Carlos recebeu uma proposta de freela no LinkedIn. O cliente parecia legítimo — perfil completo, conexões mútuas, site bonito. Mas ele já tinha aprendido a não confiar só na aparência.
Abriu o Google e começou a escavação.
Digitou o nome da empresa + "reclamação". Nada grave. Buscou no Reclame Aqui — nota C, mas todas as reclamações resolvidas. Depois foi no site da empresa, depois no Linkedin do contratante. Três anos de experiência em agências, conexão com dois conhecidos.
— Hmm, parece sério — pensou.
Mas não parou por ali. Mandou mensagem para um dos amigos em comum: "E aí, já trabalhou com o pessoal da Studio X?" O amigo respondeu em dez minutos: "Já, pagam certinho. Meio exigentes mas ok."
— Quero ver se é verdade — murmurou.
Entrou em dois grupos de WhatsApp de freelancers e perguntou se alguém conhecia a empresa. Dois responds: "Já prestei serviço, pagaram em dia uma vez e atrasaram outra." Nada alarmante.
Carlos anotou os prós e contras. Decidiu aceitar, mas com duas condições: adiantamento de 50% e contrato assinado.
— Se vierem de boa, ótimo. Se reclamarem, já sei que não era pra ser.
Fechou o bloco e confirmou a proposta com as condições. O cliente aceitou sem questionar.
Continua em: 1704 — Como pedir um adiantamento maior para clientes novos?