Carlos passou o dedo na borda do celular, olhando a notificação do Workana. Uma proposta tentadora: R$ 2.500 por um pacote de artes para redes sociais. O perfil do cliente era novo, sem histórico, sem avaliações.
— Muito bom pra ser verdade — sussurrou.
Tinha lido histórias de colegas que entregaram o trabalho e nunca receberam. Gente que caiu em golpe de "taxa de liberação" ou "cadastro falso".
Pegou o bloco de notas e fez uma lista rápida:
1. Pesquisar o nome do cliente e a empresa.
2. Desconfiar de pagamento fora da plataforma.
3. Nunca pagar nada para começar um trabalho.
4. Exigir contrato ou ao menos registro por escrito.
5. Usar o mediador de pagamentos da própria plataforma.
— Tá, agora vou checar — falou em voz baixa.
Abriu o Google e jogou o nome da empresa. Nada. Buscou o CNPJ no site da Receita. Também nada. Mandou mensagem na plataforma pedindo mais referências. O cliente respondeu com um link de um suposto portfólio que não carregava.
O alarme interno disparou.
Carlos recusou educadamente, dizendo que só trabalhava dentro da plataforma e com pagamento garantido. O cliente desapareceu.
— Ufa. Ainda bem que não mordi a isca — disse, aliviado, enquanto fechava o chat.
Continua em: 1703 — Como verificar a reputação do cliente antes de aceitar o freela?