Carlos — Como usar contrato verbal em um freela pequeno?

Carlos

Carlos terminou mais um café na cozinha do apartamento e encarou a tela do notebook. O freela era pequeno — um logo para o site de uma amiga de um amigo. Trezentos reais, três dias de trabalho. Ele sabia que precisava de algum acerto, mas um contrato formal parecia exagero.

— É só um trampo rápido — murmurou para a xícara vazia.

Mariana passou pela sala de roupa de ginástica e parou.

— Tá falando sozinho de novo?

— Tô pensando se peço um contrato pra esse freela do logo. Mas é tão pequeno…

— Pequeno ou grande, combinado é combinado. Não precisa de papel selado, mas acerta por mensagem: prazo, valor, o que entrega, quantas revisões. Prints salvam tua pele.

Carlos olhou para o chat aberto com o cliente. Respirou fundo e começou a digitar, explicando que precisava alinhar alguns detalhes por escrito. Digitou ponto por ponto: "Entrego três opções de logo, até duas rodadas de ajuste, entrega em três dias úteis, valor R$ 300."

O cliente respondeu com um joinha e "fechado".

Carlos copiou a conversa para um bloco de notas e salvou com a data. Respirou mais leve. Não era um contrato assinado, mas era um acordo documentado — e pra um freela pequeno, já era o suficiente.

Continua em: 1702 — Como se proteger de golpes em plataformas de freela?