Carlos tinha tudo combinado verbalmente com o cliente. Escopo, prazo, valor. Mas uma experiência passada tinha lhe ensinado uma lição: combinado de boca vira confusão quando uma das partes esquece o que disse.
— Vou preparar uma proposta por escrito — falou Carlos para Mariana.
— Boa ideia. Assim os dois têm o mesmo combinado guardado.
Ele abriu um documento novo e estruturou a proposta:
**Proposta Comercial — Carlos Freelancer**
**1. Resumo do Projeto:** Análise de dados de vendas e geração de relatório estratégico
**2. Escopo Detalhado:**
- Coleta e organização dos dados brutos
- Criação de dashboard interativo
- Relatório final com recomendações
**3. Prazo:** 15 dias úteis a partir da aprovação
**4. Investimento:** R$ 3.500,00
- 50% na assinatura do contrato
- 50% na entrega final
**5. Forma de Pagamento:** Transferência bancária ou PIX
**6. Revisões:** Até 2 rodadas de ajustes inclusas
**7. Observações:** Direitos autorais cedidos para uso comercial, proibida a revenda
Salvou em PDF e enviou para o cliente com uma mensagem:
"Segue a proposta comercial com todos os detalhes que conversamos. Dá uma olhada e me avisa se está de acordo. Se precisar de ajustes, é só falar."
O cliente respondeu duas horas depois: "Perfeito. Aprovado. Vou fazer o pagamento da primeira parcela amanhã."
Fazer a proposta por escrito não era burocracia. Era o documento que transformava um "pode fazer" em um "vamos fazer" com data, valor e responsabilidades claras.
Continua em: 1701 — Como usar contrato verbal em um freela pequeno?