O dinheiro do freela caiu na conta e Carlos sentiu aquele impulso de gastar. Tinha uma conta atrasada, um passeio que queria fazer, um tênis novo. Mas ele lembrou do que o contador disse: "Separa 10% de cada pagamento pra impostos. Se não separar, no fim do ano você não tem."
Ele abriu o aplicativo do banco e criou uma "caixinha" separada chamada "Impostos". Transferiu 10% do valor do freela para lá na hora.
— O que você tá fazendo? — perguntou Luísa, olhando por cima.
— Separando o dinheiro do imposto. Se ficar na conta corrente, eu gasto sem perceber.
Criou uma regra simples: **todo pagamento de freela, 10% vai pra caixinha de impostos, 5% pra reserva de emergência e o resto pode usar.**
Na planilha de ganhos, adicionou uma coluna "Imposto Separado" para controlar:
| Projeto | Valor | Imposto (10%) |
|---------|-------|----------------|
| Relatório SEO | R$ 1.200 | R$ 120 |
| Dashboard | R$ 2.500 | R$ 250 |
| Total | R$ 3.700 | R$ 370 |
No fim do trimestre, quando chegou a hora de pagar o DAS do MEI, Carlos tinha o dinheiro reservado. Pagou sem susto.
Separar o imposto antes de gastar o resto não era sacrifício — era o hábito que mantinha o negócio de pé.
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