Carlos estava no terceiro freela do mês e já não lembrava quanto tinha faturado no começo do ano. Os pagamentos chegavam em datas diferentes, em canais diferentes — uma confusão.
— Você precisa de uma planilha — disse Mariana. — Não é difícil. Cria no Google Sheets.
Carlos abriu uma planilha nova e criou as colunas:
**Data** | **Cliente** | **Projeto** | **Valor Bruto** | **Taxas** | **Valor Líquido** | **Status** | **Nota Fiscal**
Preencheu com os dados dos últimos meses:
| 15/01 | Agência Criativa | Relatório de SEO | R$ 1.200 | R$ 60 | R$ 1.140 | Pago | Sim |
| 02/02 | Loja Bem-Te-Vi | Dashboard de Vendas | R$ 2.500 | R$ 125 | R$ 2.375 | Pago | Sim |
| 10/03 | Cliente Individual | Identidade Visual | R$ 800 | R$ 0 | R$ 800 | Pago | Não |
No final da planilha, adicionou uma linha de soma: **Total Bruto: R$ 4.500** | **Total Líquido: R$ 4.315**.
— Agora sim — murmurou, olhando os números.
A planilha revelou coisas que ele não tinha percebido: os projetos pequenos tomavam tanto tempo quanto os grandes, mas pagavam menos. Alguns clientes demoravam mais para pagar. As taxas dos meios de pagamento comiam uma fatia significativa.
Com a planilha, Carlos podia decidir melhor quais projetos aceitar e quais recusar.
Continua em: 1696 — Como separar o dinheiro dos freelas para pagar impostos?