Carlos estava perdendo oportunidades porque não podia emitir nota fiscal. Clientes maiores só fechavam contrato com CNPJ. Ele sabia que precisava se formalizar, mas achava que era um processo complicado.
— Você já viu quanto custa abrir MEI? — perguntou Luísa num almoço.
— Nem sei por onde começar.
— É de graça. E a mensalidade é fixa, uns 70 reais por mês. Você emite nota, contribui pro INSS e tem CNPJ na hora.
Carlos abriu o Portal do Empreendedor no mesmo dia. O formulário perguntava: nome, CPF, endereço, atividades. Ele selecionou "Desenvolvimento de Programas de Computador" e "Atividades de Consultoria em Gestão Empresarial" — as que mais combinavam com o que ele fazia.
Em 20 minutos, o cadastro estava pronto. O CNPJ chegou por e-mail. Ele imprimiu o certificado e guardou numa pasta.
— Pronto. Agora sou MEI — disse em voz alta, meio incrédulo.
A primeira nota fiscal emitida foi para um cliente que exigia CNPJ. Carlos preencheu os dados no sistema da prefeitura, gerou o PDF e enviou.
O cliente respondeu: "Ótimo, já vou programar o pagamento."
Se registrar como MEI não foi um bicho de sete cabeças. Foi o passo que transformou o freela de projeto esporádico em negócio de verdade.
Continua em: 1694 — Como conversar com o contador sobre a melhor forma de tributar o freela?