Carlos estava na frente do notebook, cinco minutos antes da reunião, com a câmera ligada e um fundo neutro montado com a parede da sala. O cliente era de uma startup de logística e Carlos queria causar uma boa impressão.
Quando a videochamada conectou, ele viu um homem de camisa social e expressão séria.
— Oi, Carlos, prazer. Me conta um pouco sobre você.
Carlos ensaiou mentalmente a resposta que preparou. Em vez de listar tudo que já tinha feito, foi direto ao ponto:
— Prazer. Eu trabalho com análise de dados e relatórios estratégicos. Já ajudei empresas como a sua a organizar processos logísticos e reduzir custos operacionais com relatórios claros. Foi por isso que me interessou o seu projeto — parece que vocês estão num momento de crescimento e precisam de clareza nos números.
O cliente inclinou o corpo para frente.
— Isso mesmo. Crescemos rápido e perdemos o controle dos indicadores.
A conversa fluiu naturalmente. Carlos mostrou um case rápido, ouviu as dores do cliente e fez perguntas específicas. No fim, o cliente disse:
— Gostei da sua abordagem. Vamos fechar?
Carlos desligou a chamada e respirou aliviado. Se apresentar bem não era falar de si — era mostrar que ele entendia o que o outro precisava.
Continua em: 1685 — Como pedir referências ao cliente antes de fechar o freela?