Carlos recebeu uma proposta de freela que pagava bem. Muito bem. O triplo do que ele cobrava normalmente. Mas o trabalho era para uma empresa de apostas esportivas, e ele não se sentia confortável com aquilo.
Ficou remoendo a decisão a tarde inteira. Olhava o valor na tela e pensava no que podia fazer com aquele dinheiro. Mas algo pesava no peito.
— Tá preocupado com o quê? — perguntou Luísa, sentando ao lado.
— É grana boa, mas não me sinto bem fazendo esse trabalho.
— Então não faz. Dinheiro bom em coisa errada não sustenta.
Carlos escreveu uma mensagem para o cliente. Respirou fundo e enviou:
"Muito obrigado pela proposta e pela confiança. Analisei com cuidado e, por uma questão de valores pessoais, não vou conseguir assumir esse projeto. Não tem a ver com qualidade, tenho certeza de que é um trabalho relevante. Só não é o melhor encaixe pra mim agora."
O cliente respondeu com educação: "Entendo, Carlos. Se mudar de ideia, a porta está aberta."
Carlos desligou o notebook e sentiu um alívio que nenhum valor no banco podia comprar. Recusar por conflito de valores não era prejuízo — era integridade.
Continua em: 1683 — Como indicar outro profissional ao recusar um freela?