Carlos estava prestes a fechar um freela com uma empresa que lidava com dados estratégicos de mercado. O cliente pediu que ele assinasse um termo de confidencialidade antes de começar. Carlos nunca tinha feito isso e sentiu um frio na barriga.
— E se tiver alguma cláusula abusiva? — perguntou em voz alta, olhando para o documento.
Mariana passou pela mesa com uma xícara de chá.
— Lê com calma. Confidencialidade é padrão. Só vê se não te proíbe de mostrar o trabalho no portfólio depois.
Carlos leu cada parágrafo. O contrato dizia que ele não podia divulgar informações internas da empresa, dados de clientes deles ou estratégias de negócio. Fazia sentido. Mas tinha uma cláusula que dizia "todo material produzido é propriedade confidencial da contratante por tempo indeterminado".
— Isso me impede de mostrar o trabalho no portfólio — percebeu.
Ele respondeu ao cliente: "Entendo a necessidade de sigilo. Posso assinar o NDA padrão. Só gostaria de incluir uma exceção para que eu possa usar o trabalho no meu portfólio, sem divulgar dados internos. Combinamos?"
O cliente aceitou. Carlos ajustou o contrato, assinou e enviou.
Incluir cláusula de confidencialidade não era burocracia — era a prova de que o cliente levava o trabalho a sério. E com pequenos ajustes, dava pra proteger os dois lados.
Continua em: 1682 — Como recusar um freela por conflito de valores?