Carlos recebeu a mensagem e sentiu o estômago pesar. O cliente não tinha gostado do resultado final. Dizia que o material "não representava a marca" e que queria uma solução.
A primeira reação foi defensiva. Carlos queria explicar ponto por ponto por que o trabalho estava bom. Mas segurou o impulso.
— Sinto que o resultado não atendeu sua expectativa — respondeu. — Vamos conversar para encontrar uma solução justa para os dois.
Marcaram uma videochamada. Carlos ouviu primeiro, sem interromper. O cliente explicou o que esperava e onde sentia que o trabalho tinha desviado.
Carlos propôs:
— Posso refazer as partes que não funcionaram. Se mesmo assim não ficar bom, podemos fazer um acordo: você paga 50% do valor e fica com o material adaptado.
O cliente relutou, mas aceitou a refação. Carlos trabalhou no fim de semana para ajustar o tom, as cores e a estrutura. Na segunda-feira, reenviou.
— Agora sim — respondeu o cliente. — Obrigado por ter ouvido.
Carlos entendeu que insatisfação não precisa virar briga. Com escuta ativa e disposição genuína para resolver, a maioria dos conflitos vira acordo.
Continua em: 1680 — Como conversar com o cliente sobre direitos autorais do trabalho entregue?