No primeiro emprego dele como analista, teve uma divergência forte com o par de projeto. Ele queria usar uma tecnologia X, o par achava que Y era melhor. Encheu o chat da empresa de mensagens longas explicando por que o par estava errado, com cópia para o chefe. Pensou que estava sendo assertivo, mas estava sendo agressivo. O clima ficou péssimo, o projeto atrasou, e o chefe chamou os dois para uma reunião de mediação.
Na reunião, o chefe perguntou: "qual é o objetivo: ter razão ou entregar o projeto?" Aquilo calou ele. Ele estava tão focado em ganhar a argumentação que esqueceu do que importava. No fim, testaram as duas abordagens em um protótipo rápido e escolheram a que performou melhor — que, para surpresa dele, foi a abordagem do par.
O erro foi tratar divergência técnica como disputa pessoal e levar a discussão para canais públicos. Aprendeu que o jeito certo de resolver divergência com o par é: 1) chame a pessoa para uma conversa particular, não em grupo; 2) exponha seu ponto de vista como sugestão, não como verdade absoluta; 3) proponha uma forma objetiva de decidir — dados, protótipo, métricas; 4) se não houver consenso, envolvam um terceiro (tech lead, gerente) que possa decidir de forma imparcial. Relacionamento profissional vale mais que estar certo.