Carlos já tinha passado pela situação de entregar um projeto inteiro e ouvir do cliente: "Não era bem isso que eu queria." O prejuízo de refazer tudo do zero foi a lição que ele nunca mais esqueceu.
Agora, antes de começar qualquer freela, ele estabelecia os marcos de aprovação.
— Vou dividir o projeto em três entregas parciais — explicou para o cliente na primeira reunião. — Depois de cada uma, você valida e aprova antes de eu seguir para a próxima etapa.
O cliente topou na hora.
Na primeira entrega, Carlos mandou um e-mail com o arquivo, um resumo do que estava ali e uma pergunta objetiva: "Você aprova esta etapa para seguirmos?"
O cliente respondeu em duas horas com um "aprovado" e um elogio.
Na segunda entrega, veio um pedido de ajuste pequeno. Carlos fez na mesma hora, mandou de volta e esperou o OK.
Quando chegou a entrega final, o cliente escreveu: "Melhor experiência que tive com um prestador de serviço. Processo claro, sem ruído."
Carlos sorriu. Aprovação parcial não é burocracia — é um presente para os dois lados.
Continua em: 1668 — Como apresentar o progresso do freela para o cliente?