Carlos leu o pedido do cliente e sentiu aquele aperto no peito. Era a quinta alteração no projeto em duas semanas, e nenhuma estava no contrato. A vontade era de responder com um "já chega", mas ele respirou fundo.
Sabia que a forma de recusar definia se a relação profissional continuaria ou morreria ali.
— Entendo que essa funcionalidade faria diferença — começou a digitar. — Mas ela foge do que combinamos no escopo inicial. Se eu incluir agora, vou comprometer a qualidade do resto da entrega. Posso sugerir algo?
O cliente respondeu com um ponto de interrogação.
— Termino o projeto como combinamos e, depois, a gente avalia essa melhoria como um novo freela separado. O que acha?
O cliente demorou um minuto para responder.
— Faz sentido. Segue o plano original então.
Carlos desligou o celular e apoiou as costas na cadeira. Recusar com educação não era fraqueza — era um jeito de proteger o projeto e o cliente ao mesmo tempo.
Continua em: 1667 — Como pedir aprovação do cliente em cada etapa do freela?